26.9.08

Eu corria por aquele campo verde, não sabia qual sentimento me dominava, mas era fato que era um sentimento muito bom, um sentimento que eu queria sentir pra sempre, tão bom que era quase viciante.
As flores eram as mais belas já vistas, tinham de todas as cores, rosas, amarelas, brancas, lilázes, era uma infinidade de cores e formas, minha percepção chegava a ficar afetada de tantas as coisas lindas de se ver.
Naquele lugar, não poderia haver tristeza, não tinha como eu lembrar das coisas que me antecederam para ter chegado ali. Naquele lugar só existia eu e a natureza, e isso já bastava para eu chegar no auge da minha felicidade.
A mais ou menos uma hora atrás, não sei te precisar realmente o tempo, porque naquele lugar parece que o tempo parava, eu estava em um carro. Discutia ferozmente com a minha mãe que me proibira de ir a um show, era um show que eu realmente queria muito ir, mas a minha mãe não intendia, ela achava que era um show qualquer.
Nesta hora, no meio da acalorada discussão, um carro apareceu na nossa frente na pista, provavelmente ele queria cortar o caminhão que estava na frente dele e veio para pista contrária, mas quem vinha nessa pista éramos nós, eu e minha mãe. O momento foi muito rápido, lembro-me de ter pensado: Haja o que houver salvarei minha mãe. Assim quando vi que os carros de chocariam, a impurrei para fora do carro.
Os carros bateram e bem, eu estou aqui.
Me arrependo da discução, mas não me arrependo de forma alguma de ter impurrado a minha mãe do carro, uma das minhas alegrias mais fortes é saber que salvei-a, mesmo tendo que dar a minha própria vida para isso.

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