14.6.09

Grito

Enquanto este grito não sair desta garganta não terei paz, enquanto não verbalizar estas loucas idéias serei sempre prisioneira de mim. Esta confusão que sempre me ocorre de sentir ou não, sofrer ou não, é sempre tão doida e me faz pensar o que é que estou querendo, e porque.
Ocorre agora aqui a idéia de que estou falida, de amor, de sentimentos, de esperança de caridade. Que todos eles não cabem a mim e que sou algo a parte das ternuras.
Quero dizer que pela primeira vez pensei em desistir, não da vida, sobre esta já reflito a longo tempo se vale a pena ou não, mas de você. Desistir de tentar.
Não sei, se esse grito sufocado continuar aqui preso, desistirei, gritarei aos sete ventos que não quero viver de migalhas, não sei se mereço mais, mas não me contento com isso.

3 comentários: